21/08/2007

Booom dia!! Não são ainda nem 7h da manhã e eu já estou aqui sentada escrevendo em um computador... Coisa rara não é?

Dizem por aí que não existem coincidências e sim sincornicidade.

Chegamos no Guarujá no sábado e a partir daí uma cascata da eventos ocorreram e nos trouxeram para uma casa confortável, com acesso a internet, no meio de uma galera muito de boa e com muitas idéias.

Saindo de Peruíbe pedalamos direto e sem dó até o máximo que podíamos chegar, como saíoms meio tarde de Peruíbe só chegamos até Mongaguá. Lá tivemos novamente uma dificuldade tremenda de achar um lugar para se encostar, cidade grande, sabe como é, não dá para acampar na praça... Depois de procurar por quase 1h achamos uma casa que estava a venda e com o portão destrancado, conversamos com os vizinhos que disseram que conheciam o caseiro da casa e estaria tudo bem a gente dormir por ali, pois ele iria falar com o caseiro por nós. Tudo tranquilo, noite muito bem dormida, acordamos cedo para não assustar ninguém, três loucos invadindo propriedade alheia, hehehe.

Tocamos pedalar e antes das nove horas da manhã estávamos em Praia Grande, onde eu achava que tínhamos um contato, depois de gastar um monte de energia procurando um lugar que vendia cartões telefônicos a um preço justo ligamos para esse contato não deu certo e concluímos que era Praia Grande no Rio e não em São Paulo, que mancada :P.

Mas o dia estava bonito e continuamos a pedalar. Bem como eu já disse, nós estávamos na região metropolitana de Santos, e é uma cidade coladinha na outra, sem interrupção, e o mais louco, de praia grande até o Guarujá fomos na boa, por um ciclovia!! Passamos a ponte pênsil, passamos São Vicente, passamos Santos, atravessamos uma balsa, só para bicicletas!!! Chegando em Guarujá a ciclovia continuava e para falar a verdade nunca tínhamos visto na vida uma ciclovia com tantas bicicletas, mas assim, quase um congestionamento de bicicletas, coisa mais louca.



Mas chegamos, na praia central, no point comercial, comemos um lanche colesterol e tentamos mangear novamente uns tererês, que nada... pouco movimento e um fiscal pediu educadamente mesmo, que eu não expôsse nosso trabalho ali. recolhemos tudo e tocamos para fazer o que mais temos como dificuldade atualmente, procurar um lugar para dormir.

Duas pessoas tinham nos dito que a praia do Tombo era sossegada, e que dava para acampar lá. Bem tocamos para lá, correndo pois o sol estava cada vez mais baixo. Chegando lá conversamos com um pessoal de Santos que disse que era meio sujo acampar por ali, por causa de uma molecada que saía de noite para aprontar na praia e tal. Putz, é desanimador você cansado, com fome e nem ter um lugar seguro para se encostar. Tentamos daqui, tentamos de lá e quando a gente já tava quase armando a barraca na praia mesmo apareceu um rapaz pedindo para a gente desencostar as bikes da barra (de fazer exercício), ele viu que elas estavam muito carregadas e perguntou da onde estávamos vindo. Pronto. À partir daí tudo mudou. Depois de ouvir nossa história ele ficou de cara, não podíamos acampar ali, era muito perigoso, ele é do Guarujá e conhece tudo por aqui. Ele disse que ia nos ajudar, e nos ajudou e ainda tem ajudado.

Ligou para uma amiga, a Wega, que depois de alguns minutos chegou com uma prancha, estava indo surfar. O Rodrigo explicou nossa situação e ela disse que de jeito nenhum a gente iria acampar na rua, eles iam dar um jeito. A família da Wega tinha dois terrenos baldios na região, um num local mais movimentado e outro de frente para sua pousada. Demos uma olhada num dos terrenos e o Rodrigo achou melhor que antes que a gente acampásse fosse na casa dele, comer alguma coisa, tomar um banho, dar uma olhada na internet.

No caminho paramos em um supermercado e encontramos duas senhoras, uma delas uma vovozinha. Ficamos conversando a mais nova comigo e a outra com o Clé. Perguntaram da onde a gente era, o que estávamos fazendo e mais um monte de coisa. Contamos que tínhamos encontrado um anjo aquela noite e que tudo dava certo, eu contando até fiquei emocionada e quando olhei para os olhos dela vi que ela também estava, Eleanor é o nome da mulher. Fiquei sabendo depois que a filha dela também estava longe, viajando!

Elas entraram também no supermercado e quando não é a surpresa, elas conheciam o Rodrigo e a Eleanor já estava imaginando se não seria ele quem nos teria encontrado. Ficou toda emocionada, comprou chocolate e macarrão para gente, muito querida, muito amável mesmo.

Na casa do Rodrigo tomamos um banho comemos e conversamos, conversamos até umas 4h da madrugada. Foi íncrível, tudo se encaixa perfeitamente, eu não disse antes, mas o Rodrigo trabalha com vídeos, ele tem uma produtora independente e conhece todo um esquema para nos ajudar a conseguir um patrocínio. Vai dedicar parte de seu tempo para isso. Liberou para a gente usar os computadores dele a qualquer momento.

Conhecemos também seu irmão, Daniel, biólogo, que trabalha na produtora junto e em outros projetos de Educação Ambiental. O Rodrigo também é parceiro do Instituto Elos, em Santos, que passamos reto por ser sábado e por querermos chegar logo no Guarujá. O Instituto Elos dá treinamento para pessoas fazerem exatamente o que estamos fazendo e disse que nós TEMOS que dar uma passada lá. Depois veio com a notícia de que um hóspede da pousada da Wega tinha vagado um quarto e a gente poderia dormir lá a vontade.

Conversamos sem parar durante muito tempo, muitas idéias, muitas novidades, coisas que a gente nem sabia que existia e que vai ser muito útil para a gente, coisas que facilitariam em muito, por exemplo, essa história de toda noite passar o maior empenho para arranjar um lugar para dormir.

Fomos de bicicleta com eles até a pousada da Wega e dormimos numa cama deliciosa, com cobertores, travesseiros, banheiro, uma delícia. No outro dia de manhã, tinha um café da manhã delicioso servido, daqueles de pousada mesmo. A pousada chama-se Recanto da Estrela, uma graça de lugar, cheio de plantas, tudo muito bem cuidado, eles deixam os hóspedes levar cachorro, então a Lara foi super bem recebida, pode dormir com a gente dentro do quarto sem problemas, tem piscina, é perto do mar e eles ainda estão aumentando em dois quartos a pousada.

Conhecemos a mãe da Wega, que é quem realmente toca o lugar, a Márcia, uma pessoa incrível, guerreira mesmo, muito simpática, nos recebeu com muito carinho e atenção. Já viajou muito também, vendeu artesanato, batalhou e batalhou e hoje vive de boa, tocando a pousadinha.



Domingo passamos o dia todo meio morgados, estávamos cansados, na hora do almoço ela serviu prato arregado para a gente. Na pousada tinha outro hóspede a gente saiu para dar uma volta no final da tarde na praia e ele apareceu oferecendo para a gente tomar um lanche e depois ir na Bola de Neve, uma igreja da galera surfista. Bem, nós fomos e foi super legal. Tinha uma cara do Colorado/ EUA que tocou lá e ele manda bem mesmo. Acabou que no fim de tudo ainda ganhamos um CD da noiva de um dos garotos que estava tocando com o cara, que coicidentemente me reconheceu, de muitos anos atrás de Curitiba, da PIB.


É muita coisa para nem dois dias completos não acham?? A gente também, o mais louco é que continua. Voltamos, dormimos e no outro dia de manhã (segunda), novamente, cafézinho gostoso. A Wega e o Rodrigo tinham, no domingo, ido a São Paulo gravar uma imagens de um triatlon que estava rolando, voltaram super cansados e acordaram super tarde. Tínhamos que falar com o Rodrigo pois já tínhamos dormido duas noites na pousada e esse era o combinado, porque iria começar a chegar mais hóspedes a partir da noite daquele dia, a partir de segunda vamos dormir na casa dele.

Arrumamos nossas coisas, fomos à praia, tomamos banho de sol, não entramos no mar, a água ta gelaaada. Voltamos para a pousada, chegou a hora do almoço e daí que a Wega acordou, cansadíssima, também pudera, de sábado para domingo não dormiu e domingo trabalhou o dia todo no triatlon, conversamos um pouco, a Márcia nos serviu o almoço e depois fomos para a casa do Rodrigo, acompanhado pela Wega.

Ontem ainda fizemos algumas coisas no computador, vimos emais, fizemos umas contas. O Rodrigo está nos ajudando a fazer um projeto certinho, nos conformes para ser apresentado para um patrocinador, ele ainda vai fazer uma porção de coisas que a gente nem sabia que existia, tudo para que a gente ganhe um patrocínio que facilite um pouco nossa vida.

E é isso, dormimos novamente em colchões e acordei inspirada para escrever. É tanta coisa, em tão pouco tempo. Entramos num mundo totalmente novo para a gente. Tem uma galera aí muito afim de nos ajudar e sabem como. Não sei nem o que dizer mesmo. Nem como expessar quanto somos gratos por tudo isso estar acontecendo assim.

Sincronia mesmo, naquele sábado o Rodrigo nem ia fazer barra, mas alguma coisa fez ele mudar de idéia, ele chegou a passar a entrada para a praia e voltou apenas para nos encontrar. As coisas acontecem exatamente como deveriam acontecer e não tem discussão, hehehe.
Fiquem com Deus e principalmente ACREDITEM seja lá o que for em que vocês acreditem, ACREDITEM.

Recadinhos:

Cleber (Cananéia) Manda a foto que você tirou da gente na escola! Manda para o email: mandasssaia@yahoo.com.br . Vocês do coletivo Jovem não têm um site? Manda tb o endereço para eu colocar no Blog!!

Ah! Esqueci de contar da aulinha que dei na escola Yolanda em Cananéia para a criançada!! Putz é tanta coisa que acaba que alguma sempre passa batido. Bem, segunda passada, antes da gente sair de Cananéia eu fui na escola explicar o desenho que fizemos para o professor Cleber e o André. Acabou que juntou uma criançada e o André abriu um espaço na aula dele para eu dar uma aula sobre em que o espaço deles poderia se transformar, foi lindo, deu para perceber a empolgação deles, os olhinhos brilhando quando imaginavam um laguinho aqui, uma espiral ali, umas abelhinhas por todos os cantos e muito mais árvores. Esqueci também de agradecer o André por ter me dado essa oportunidade, valeeeu meeeeesmo!!!! E não esqueçam de mandar a foto, eu quero colocar no Blog ainda!!!

6 comentários:

Anônimo disse...

oi amigos que saudades dos pedalecos... continuamos acompanhando a jornada de vcs e torcendo muito!!! um grande abraço, força e....
Biblioteca Municipal Balneário Pinhal - RS

Anônimo disse...

Deborah, que doideira, guria!!! Realmente essa faixa de Santos até Vitória, mais ou menos, é uma cidade grande atrás da outra e na hora de achar um lugar pra dormir um patrocínio faz muita diferença. Esse cara que foi fazer barra realmente surgiu do céu! Fiquei curiosíssima pra saber quem era a noiva do cara da Bola de Neve que te reconheceu da PIB de Curitiba. Se é dos aaaanos atrás que eu estou pensando, talvez eu também conheça (?). Imagina, que coincidência, não? Quando você for passar por Caraguatatuba (SP), me da um toque pelo e-mail. De repente, dependendo do dia, eu pego o carro com a minha pititica e desço a serra pra te dar um abraço! Saudades, Paulina :o)

Anônimo disse...

Oi "PedaLoucos" !!! bom saber que as coisas estão evoluindo. Estamos acompanhando e tentando enviar bons fluidos...

Grande abraço
Rordack, Mônica e Heleninha

Anônimo disse...

Oi Ramones e família, tudo bem na viagem? Só agora fiquei sabendo da aventura, boa sorte p vcs 3, tenho certeza q vai dar tudo certo.
É o seguinte, no blog vi q as vezes vcs tem dificuldade em arrumar lugar p ficar, então é o seguinte: A irmã do Paulo me disse q ele agora mora em Vitória, eu n tenho o contato dele mas ainda tenho o email: pankwe@hotmail.com, entra em contato c ele, acho q ele vai receber vcs numa boa, e como ele adora cachorros, tb acho q n haverá problemas em receber a Lara, e mais, como ele morava no Rio pode ser q tenha algum bom contato p vcs por lá!!
Então... n sei se vai ajudar, mas fica a intenção!!
Boa sorte e até mais!!
Tati.

Anônimo disse...

olá!! bom saber q tah tdo dando certo!! o trabalho e a coragem de vcs eh mto legal. estamos acompanhando e indicando o blog para os amigos.

abração!!

fernando e laura

Samuel disse...

Debora, eu estou com saudades de você Um abraço apertado para você.
Samuel